A Radiestesia parece ser tão antiga quanto a necessidade do homem em descobrir aquilo que está oculto. Tanto é que ele criou técnicas oraculares baseadas nos mais diferentes princípios para tornar explícitas, visíveis, tangíveis as respostas a seus diversos questionamentos.
A rabdomancia foi até o início do século XX considerada como mais uma forma de adivinhação. O homem pré-histórico já tinha percebido a possibilidade de captar e transmitir energias a distância por meio de práticas simples. Sabemos que todos os corpos vivos vibram e emitem ondas; estas radiações infinitamente pequenas estão mesmo na origem do princípio da vida. Tanto a radiestesia como algumas outras técnicas se baseiam na capacidade humana de captar ondas, vibrações e, em certas circunstâncias sustentá-las e até emiti-las a distância.
Os chineses já usavam a rabdomancia dois mil anos antes de nossa era. Um baixo-relevo de madeira de 147 a.C representa o imperador chinês Ta-Yu da dinastia Hsia, em 2205 a.C, que tinha a reputação de ser um dos maiores, prospectores de água da Antigüidade, segurando um instrumento parecido com um diapasão. No Egito foram descobertos objetos que apresentam uma notável semelhança com os pêndulos utilizados nos dias de hoje; inclusive um deles deu origem ao que é conhecido hoje como Pêndulo Egípcio. Os romanos usaram uma vara em forma de cajado chamada lituus, como instrumento de adivinhação.
E a vareta em forma de forquilha, obtida de um galho de árvore, chamada de vírgula divina era comumente utilizada para a prática da rabdomancia. Durante as invasões romanas, as legiões eram precedidas por portadores de varetas cuja missão era encontrar as águas subterrâneas necessárias para o consumo das tropas. Foi desta forma que os romanos deixaram espalhadas pela Europa fontes termais encontradas quando da busca de água potável. No século XX, a radiestesia emergiu como uma nova ciência para desagrado de alguns, e começou a ser usada nos mais diferentes campos. Em 1919, o abade Alexis Bouly, em colaboração com o também abade Bayard, trocando idéias sobre diferentes etimologias chegaram a junção de duas palavras, uma de origem latina, radius-rádio, radiação, e outra grega, aisthesis-sensibilidade. O termo radiestesia acabava de nascer, estronando as expressões, usadas até então, zaori e rabdomancia. Em 1926 aconteceu em Paris o Terceiro Congresso Internacional de Psicologia Experimental; várias sessões foram dedicadas à radiestesia e seus praticantes. A partir de então os congressos se sucederam: 1926, 1929 (criação da Associação Francesa e Internacional dos Amigos da Radiestesia),1932 (Congresso de Avignon com a representação de onze países), 1933, 1935 e finalmente em 1956, o Congresso Internacional de Locarno decide a criação da União Mundial dos Radiestesistas.
Na atualidade a Radiestesia já está bem mais divulgada e não carrega mais a carga de tantos preconceitos. No Brasil temos a ABRAD que reúne profissionais de diferentes áreas que praticam a Radiestesia amplamente. Com seus instrumentos curiosos e suas definições particulares, cada vez mais a Radiestesia é buscada como forma de auxílio para situações onde as ciências tradicionais não encontram explicação.
